Caso de mulher morta a pedradas tem primeira audiência em Campos
- 05/02/2026

Justiça realiza primeira audiência de caso de feminicídio em Campos A Justiça realiza nesta quinta-feira (5) a primeira audiência de instrução e julgamento do caso do feminicídio de Amanda dos Santos Souza, de 26 anos. O crime ocorreu no dia 8 de dezembro de 2025, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O réu é o ex-companheiro da vítima, Diego Vitorino da Silva, de 29 anos. Nesta etapa inicial do processo serão ouvidas testemunhas e apresentadas provas. Ao final, o juiz deverá definir os próximos passos da ação penal. De acordo com as investigações, Amanda foi morta a pedradas dentro de casa, no bairro da Penha. Após o crime, o acusado fugiu, mas foi localizado e preso no dia seguinte, no distrito de Grussaí, em São João da Barra. Desde então, ele permanece detido aguardando julgamento. Mulher é morta a pedradas em Campos Reprodução Redes Sociais 📱 Siga o canal do g1 Norte Fluminense no WhatsApp. Em depoimento à polícia, Diego confessou o homicídio e afirmou que agiu por ciúmes. Segundo o relato, o casal teria discutido depois que ele descobriu uma suposta relação extraconjugal da vítima. Registros apontam que Amanda já havia feito três denúncias contra o companheiro por violência doméstica, sendo as mais recentes em 2024 e em março do ano passado. Na última ocorrência, ela retirou a medida protetiva que havia solicitado, o que resultou na liberdade do acusado. Amanda deixou três filhos. A mãe da vítima, Lucivalda Pessanha, disse esperar que o suspeito seja condenado pelo crime. “Hoje vai acontecer a primeira audiência, na qual o juiz vai analisar se ele teve a intenção de matar a minha filha. Eu espero que seja reconhecido que sim, porque ele planejou e executou. Ele tirou a vida dela aos 26 anos e deixou três filhos menores. Espero que a justiça continue sendo feita”, afirmou. A avó de Amanda, Maria Lúcia, que morava com a neta, também cobrou responsabilização. “Espero que a justiça seja feita, porque ele matou a minha neta. Ele foi frio e calculista. Espero que pague pelo que fez”, disse. Segundo o Tribunal de Justiça, nesta fase do processo será avaliado se o acusado irá a julgamento por homicídio simples ou por homicídio qualificado. O g1 tentou contato com a defesa de Diego Vitorino, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. Nesta etapa são ouvidas testemunhas e analisadas provas do processo. Yasmim Lima/g1
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